Bazar Internacional
Ontem participamos como voluntários de uma bazar beneficente. Todos os anos a Associação de Damas Diplomáticas organiza, além de uma baile de gala (argh!), um evento com barracas dos países acreditados no Chile, para venderem comida e artesanato típicos. A verba vai para orfanatos chilenos e há uma pequena disputa entre os países para saber quem arrecada mais (o Brasil só tem perdido para a França).
Se eu estivesse lendo este post acharia muito aburrido esse negócio de bazar, mas foi bem divertido. Primeiro pelas reuniões que antecedem o evento, onde há "damas" de todo o mundo brigando para ver que stand vai ficar em que lugar, quem vai ficar com os maiores espaços e mesmo uma certa propaganda política das embaixatrizes casadas com embaixadores políticos e possíveis candidatos nas próximas eleições em seus respectivos países. Talvez esperem algum voto da brasileira aqui. A maior peculiaridade do pré-bazar era, entretanto, a dificuldade de comunicação. Como a presidência da Associação está composta por, basicamente, latinas ou que falem espanhol, boa parte das explicações eram dadas em uma língua que poucas falavam, o que deixava a maior parte da platéia sujeita às traduções feitas, vez ou outra, pela equipe. Às vezes uma vizinha com véu na cabeça me cutucava com um "could you, please, translate it for me?", e, coitada, era submetida à minha tradução.
No dia do bazar também houve episódios engraçados. Primeiro a produção em escala de caipirinhas, da qual o Alê participou. Depois, o sucesso que os pães de queijo recém saídos do forno fizeram com a gringaiada. E, no final, a promoção dos itens que não eram tão populares como salgadinhos, chocolates e cajuzinhos. Mas o mais engraçado, na minha opinião, foi o cantor de música brasileira que, depois de cantar reggae com um baita sotaque cucaracho, resolveu deixar o cd rodando e observar o ambiente.
Pena que o dia terminou com uma supresa ruim: houve um baita desfalque na parte do artesanato. Suspeita-se, por razões suficientes, que uma das pessoas que ajudaram a vender resolveu dar uma de mão leve. Tirou dinheiro de crianças pobres e sem família...

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